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quarta-feira, 19 de junho de 2013

Vegetarianismo

No que diz respeito ao vegetarianismo, tenho que ser honesta. Não sou ainda vegetariana, mas estou a fazer os possíveis para reduzir ao máximo o consumo de carne e peixe. Eu sou assim, acho que quem se compromete demasiado com princípios, mais cedo ou mais tarde é apanhado em contradição. Antes que alguém me apanhe com as minhas botas de pele e me aponte o óbvio, prefiro avisar que estou só a tentar.

De qualquer modo, há mais de seis meses que não se cozinha carne em minha casa, e devo dizer que estou bastante contente com tal. Mexer em carne crua nunca foi a minha actividade favorita e estou feliz por já não ter que o fazer.

No meu modo de ver, existem três grandes razões para aderir ao vegetarianismo:

1. Ética (não contribuir para a criação - abstenho-me de comentar as condições em que é feita - em massa de animais para abate).
2. Saúde a) (o meu pai tem quase 60 anos, só é vegetariano há dois anos e quando faz análises obtém resultados que fariam inveja à maior parte dos rapazes na casa dos 30. E fuma.).
3. Saúde b) (com todos os escândalos associados a fraudes com produtos alimentares, e, não estando os produtos vegetarianos isentos desses problemas, é mais fácil controlar aquilo que se consome, na verdade, se me venderem um pepino e disserem que é curgete, eu vou desconfiar).

Para além destas razões, eu apontaria mais algumas, não tão nobres, mas vantagens, efectivamente:

1.  Legumes e verduras são, em geral, mais baratos do que a carne, e, se não forem consumidos, aguentam mais tempo no congelador do que carne ou peixe. Mesmo já não estando no seu melhor, podem ser consumidos apresentando menos perigo que uma carne guardada há muito tempo.
2. Esta não consigo explicar bem porquê, mas a cozinha vegetariana é mais «limpa». Tem menos gordura, logo, não cria sujidade difícil, e até os restos que vão para o lixo se degradam mais graciosamente do que a carne.
3. Para além dos legumes e verduras, a cozinha vegetariana recorre muito a sementes e frutos secos. Apesar de o investimento inicial ser alto, estes produtos rendem muito ou consomem-se em pequenas quantidades e, com alguns cuidados, aguentam-se muito tempo, fazendo que se tenha produtos mais nutritivos sempre à mão, mantendo o valor, por refeição, baixo.