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segunda-feira, 8 de julho de 2013

Portugal e as festinhas na cabeça

Está na altura de dizer: Estou farta de levar festinhas na cabeça!

Não falo de festinhas literais, falo de festinhas figuradas como aquelas que nos chegam da Europa.
Não tenho filhos, mas, se tivesse, tenho a certeza que os ia tratar como a Europa nos tem tratado.

Quando nos portamos bem, passam-nos a mão na cabeça e mandam uns elogios. Quando nos portamos mal, metem-nos a um canto e mandam-nos pensar no quê que fizemos mal.

Ora, quanto a isso só tenho a dizer que Portugal e os portugueses já cá andam há muito mais tempo que a União Europeia e, bem ou mal, temos sobrevivido. Aliás, não é à toa que inventámos o conceito de «desenrascanço» e ele deve servir para qualquer coisa além de usar cintos como correias de distribuição e de fazer puxadas de corrente elétrica.

Eles já deviam ter percebido que (como alguém já disse) um país que começou com um homem a bater na mãe não se deixa ficar e, como se diz no futebol, até comemos a relva, se for preciso.

Bom, bom, seria se os nossos governantes incorporassem esse espírito, aí, sim, poder-se-ia dizer que, efetivamente, nos representam. Até lá, vai mais uma festinha na cabeça.