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sexta-feira, 5 de julho de 2013

E a solução é: transformar a Assembleia da República numa esplanada

Ontem, como jovem cosmopolita que sou, participei naquele ritual dos jovens cosmopolitas que consiste em, depois de um dia de trabalho, sentar numa esplanada a beber cervejas com os amigos.

Durante as aproximadamente três horas que lá estivemos, discutimos o futuro do País. Porque o jovem cosmopolita é assim como o Nuno Rogeiro, sabe comentar tudo e mais alguma coisa. Escusado será dizer que, dado o clima político no nosso retângulo de terra, grande parte da conversa foi dedicada a fazer uma análise informada e aprofundada do dito cujo imbróglio em que nos encontramos.

E a verdade é que, depois de duas horas de analogias rebuscadas, metáforas despropositadas, comparações inesperadas e jogos de provérbios, tcharam!, não chegámos a conclusão nenhuma. Ou melhor, chegámos à conclusão de que não há solução, pelo menos enquanto as ideologias precisarem de pessoas para as pôr em prática. A minha sugestão seria substituir tudo quanto é político por máquinas de calcular, mas não me pareceu que alguém acolhesse bem a ideia. Muito menos quando quis pôr o Ursinho Misha como Presidente. Ao menos é fofo.

Mas então, se não resolvemos o problema, porquê que quero transformar a Assembleia da República numa esplanada? É fácil. A esplanada é democrática. Na esplanada ouve-se e fala-se com respeito, aceita-se as opiniões dos outros de mente aberta e tenta-se extrair o melhor de cada uma. Na esplanada coopera-se e, à vez, cada um pede cervejas para todos. E o melhor de tudo: a esplanada é de acesso livre e chegue quem chegar, há sempre lugar na conversa para mais um.

Portanto: Transforme-se a Assembleia da República numa esplanada!